Lutterbach - Fotografia Autoral

Mais importante do que qualquer lugar é o recorte que fazemos e o tempo que dedicamos para viver genuinamente. Durante essa viagem fez sol, fez calor, fez frio, passamos por vários lugares completamente comuns, pegamos taxi, tomamos chopp no bar e fizemos todos os passeios normais de turista, além de caminhar.

Petrópolis não é feita somente de névoa, frio e casas coloniais, mas foi assim que eu resolvi mostrá-la. A escolha do ângulo, da composição, da luz e do momento revela muito mais sobre nós mesmos do que sobre o próprio objeto fotografado. E é interessante como esse processo é tão diverso e rico... Acabei de editar essas imagens e descobri muitas coisas sobre meu próprio momento. 

Essa foi uma viagem rápida, mas tranquila, de descanso, passeio e devaneios. Tempo para olharmos para as pessoas que amamos, tempo para apreciar novas paisagens e para, simplesmente, não fazer nada. Tempo não é dinheiro, tempo é vida.

Um abraço,

Fernando Lutterbach

* OBS: Todas as fotos estão disponíveis para venda em papel Fine Art alemão 100% algodão. Faça sua encomenda pelo email carol@lutterbachfotografia.com.br

            Santiago foi nossa escolha para tirar alguns dias de descanso dessa vez. Fernando fotografou um pouco, claro, mas queríamos desacelerar. Adorei a tranquilidade da cidade, os parques enormes e praças bem cuidadas. E o melhor, as pessoas usufruem do espaço mesmo: durante vários dias reparei muitos casais de namorados deitados na grama - a qualquer hora - curtindo as árvores e um ao outro. E isso tudo bem pertinho do Brasil: apenas 3 horas e meia de avião de São Paulo. Ainda não entendo porque Belo Horizonte não tem voos diretos para grandes cidades da América do Sul; é um pouco revoltante isso e espero que mude em breve!

            Já na ida do aeroporto para o hotel, o motorista me diz que a polícia lá funciona mesmo. Apesar de não ter tido nenhum problema, essa informação não averiguei, mas fiquei impressionada com a quantidade de mulheres trabalhando na guarda e como são sérias, compenetradas, bem vestidas e arrumadas. Adorei os uniformes e os carros deles! Lá não é permitido beber na rua, mas nem por isso a alegria da noite é menor. No bairro em que fiquei (Lastarria) muitos artistas vendiam seus produtos nas calçadas, sem confusão nem sujeira. Alguns cantavam, tocavam, apresentavam cenas teatrais. Tudo isso sem tirar a paz do lugar.

            Lá não tem fuso-horário, mas as pessoas acordam tarde para meus parâmetros. Tudo abre a partir das 11 da manhã e o sol custa a se pôr: perto das 9 da noite. Gostamos da comida (principalmente o Congrio), experimentei finalmente o Pisco Sour (adorei) e pude fazer alguns passeios em vinícolas lindas com degustações incríveis.

            Fui reparando nos muitos cachorros na rua, todos grandes, mas super dóceis. Os vizinhos os alimentam, mas a grande maioria foi abandonada pelos donos de apartamentos pequenos. Isso me cortou o coração. Depois fiquei sabendo que grande parte deles têm donos, que os deixam andar pela cidade sozinhos durante o dia. Que perigo! Santiago, como a nossa cidade natal, também tem muitos mendigos, sempre observo muito essas pessoas, não consigo me acostumar com essa realidade tão triste.

            De toda forma, adorei a sensação de andar na rua sem medo e poder admirar espaços verdes enormes e edifícios lindos! Adorei o Cerro Santa Lucía, vale subir as escadarias!! Gostei do chileno, que em sua maioria ama o brasileiro e faz questão de dizer. Na volta para o aerporto, nosso motorista ficou estressado, pois tinha de buscar um casal que não aparecia nunca, e começamos a ficar aflitos. Fernando avisou que não podíamos esperar mais e ele chegou no carro dizendo: “eram Argentinos... talvez descobriram que a van estava cheia de brasileiros e não quiseram ir”. Depois do riso geral eu perguntei se ele prefere o argentino ou o brasileiro. Ele respondeu na lata que nenhum dos dois. Me assustei com a resposta, e ele completou rápido: eu prefiro a brasileira e a argentina”. Bem humorados, cheios de diplomacia e galanteadores... esses chilenos...

 

Dicas úteis CHILE:

Leve seu passaporte, mesmo não sendo obrigatório;

Dá pra levar Reais e trocar lá, mas as casas de câmbio abrem tarde;

Use o seu aplicativo UBER para andar na cidade;

Hospede-se em Lastarria e faça quase tudo à pé;

Tire um dia para conhecer Valparaíso;

Não se esqueça de conhecer as casas de Neruda e aprender mais sobre a história dele e do Chile nas visitas;

O serviço nos restaurantes é lento, acostume-se e vá com tempo.

Achei o Mercado Central meio fraco, nem perca seu tempo em almoçar lá pois é caro demais;

Os restaurantes que mais gostei: Bocanáriz (maior carta de vinho por taça do Chile); Casa Lastarria; Metizo (por do sol lindo lá); Como Água para Chocolate (aproveite para passear no Patio Bella Vista depois);

Eu adorei o Museu de la Moneda porque tinha uma exposição completa do Picasso, que sorte a minha!

Pode trazer vinho na mala: só saber embalar bem! Indico comprar no supermercado comum da cidade que é mais barato.

Vinícolas: o tour degustação que mais gostei foi na Indómita, amei o espumante de lá, o passeio e tudo que foi ensinado sobre o universo dos vinhos. O restaurante de lá é caro mas vale a pena. O Casas Del Bosque vale pelo cenário deslumbrante e pelo restaurante, que é ótimo, mas não aconselho o tour degustação, a não ser que você nunca tenha vivenciado um passeio assim. Como curiosidade vale passar pelas Bodegas RE para conhecer a história da família do mais importante enólogo chileno (Morandé) e comprar na loja linda de lá. O tour foi meio longo e os vinhos são muito diferentes: Meus preferidos foram os brancos. Ah, foi lá que comprei um azeite incrível e tempero típico chileno chamado MERKEN. Simplesmente viciante: agora até o ovo eu tempero com isso. 

Chile, com certeza voltarei!

Obs: todos os direitos reservados | não use as imagens nem o texto sem autorização

 

É nosso aniversário. :)

Para comemorar 8 anos de trajetória da Lutterbach fotografia, fizemos uma singela surpresa em forma de fotografia+música+texto+voz para vocês que são nossos amigos, parceiros, clientes e leitores do blog. 

As fotos de Fernando Lutterbach foram feitas ao longo dos anos durante viagens à passeio ou trabalho. O texto é meu (Carol Godoi), assim como a locução. A edição sensível foi da querida Olga (conheçam mais sobre o trabalho dela clicando aqui). 

Aumentem o som! Enjoy <3

Fotografia de viagem | Califórnia

07 de Agosto de 2016

Depois de um longo tempo nos dedicando exclusivamente ao trabalho, nos permitimos viajar de férias por um período um pouco mais significativo. Quem tem o próprio negócio, e ainda divide as responsabilidades com alguém da família, sabe como pode ser difícil se desligar das obrigações de verdade. Afinal, queremos fazer isso juntos e não podemos deixar ninguém em nosso lugar! Nos preparamos para isso com bastante antecedência, antecipamos entregas, fechamos a agenda para muitas solicitações e fomos para a Califórnia, baby!

Viajamos para San Francisco, mas nos hospedamos na casa dos nossos primos André e Anna, que moram em Alameda, cidadezinha charmosíssima que fica perto de lá. Mesmo com tanta distância do Brasil, dividimos uma cumplicidade muito forte e temos muito carinho por eles, tanto é que batizaram nosso filho Davi. Nem temos palavras para contar como isso significou para nós, estar com eles. Toda a família lá nos recebeu com tanto amor, que só poderíamos nos sentir em casa. Nosso abraço bem apertado aos primos Alex e Freya (cozinheiros incríveis), Joanna, aos tios Ana e Jefffrey pelos passeios em Walnut Creek e Ann e Peter pelo carinho e afeição. 

Uma semana viajamos pelo wine country (nos hospedamos em Calistoga) depois pegamos a estrada para Santa Cruz, Monterrey e Carmel. Um incêndio muito sério nos impediu de continuar a estrada até Big Sur como planejamos, mas qualquer lugar lá era incrível. Até a estrada me encantou, destaque para as plantações de berries, que visitamos. Uma em especial, de morangos orgânicos, fizeram minha boca salivar agora enquanto me recordo.

De volta a San Fran, não posso deixar de falar de nossa ex-noiva e agora amiga Ana Henkes, que se mudou pra cidade logo que se casou. Ela nos deu tantas dicas, nos ajudou tanto e fez cada passeio conosco, que só podemos ficar agradecidos pelo amor que dedicamos à fotografia, pois é um canal maravilhoso para se chegar ao coração das pessoas. Sempre somos recompensados com carinho e amizade de pessoas surpreendentes, como ela.

Tenho muitas histórias para contar dessa viagem. Algo que faremos ao redor de uma mesa, tomando um vinho e folheando um álbum, que em breve farei dessa experiência inesquecível. Mas, por enquanto as fotos falam muito mais por nós.

Espero que vocês curtam dividir isso conosco.

Um abraço! 

P.S: Nosso beijo à Roberta da Leroy viagens, que mais uma vez nos assessorou no planejamento dessa aventura.

Uma cidade cosmopolita, muito convidativa e totalmente diferente de tudo que já tínhamos experimentado em viagens. Bangkok assusta já no aeroporto enorme com filas de gente de nacionalidades vistas somente em tela de cinema. A diversidade da multidão é um dos pontos que mais me marcaram ao tentar absorver a experiência única de uma visita à Tailândia.

A dificuldade de uma interminável viagem de avião é amenizada logo na chegada pela educação e gentileza dos tailandeses. Acho que foi o lugar que me senti mais apreciada como turista em toda a minha vida! Eles vão te mimar e te agradar, sempre com um sorriso no rosto e muita paciência. E água. Sim, toda hora alguém me dava uma garrafa d'água sem que eu pedisse, o que me preocupou no início; pensei: "afinal como vou pagar tanta água?" Mas, nos hotéis em que fiquei, era uma cortesia. Achei isso o máximo: deveria ser o básico. :)

É difícil entender o inglês deles, os taxistas não falam outra língua, então é recomendável andar com endereço por escrito e mapas, mas na dificuldade eles ligavam para nosso hotel e se entendiam. Andamos muito de taxi, pois é muito barato. É só pedir para ligar o taxímetro. Alguns não aceitam e o jeito é descer e esperar outro. Os veículos são charmosos, de um rosa bem chamativo, adorei!

Os vendedores ambulantes vão tentar te vender bugigangas que você não quer por preços altos: chore muito... e os motoristas de Tuk Tuk podem tentar te convencer que o templo não está aberto agora, que é melhor dar uma volta com eles. Nada disso! Saiba dessas malícias e não aceite nada dito como verdade absoluta.

A comida me surpreendeu, pois esperava não me adaptar tanto. É possível conhecer restaurantes famosos, premiados, tradicionais (e de outras nacionalidades) de excelência por valores que estamos acostumados a pagar em qualquer estabelecimento médio em Belo Horizonte. Existe uma imensa variedade de pratos, e muitos deles não são tão apimentados quanto eu temia. A comida no geral é leve e saudável.

Não vou mentir: o calor é escaldante, o trânsito é caótico, a poluição incomoda muito e os passeios turísticos aos pontos mais famosos às vezes desanima. É gente demais!! Mas, basta dar um passo a mais para encontrar um ponto de silêncio, prece ou mesmo uma simples contemplação à beleza da arquitetura e arte tailandesa.

As famosas massagens são mesmo tudo o que se comenta. Experimentei aquelas "hardcore" na rua (ficamos igual rolinho primavera durante e pisando em nuvens depois) e as refinadas em spa de hotel:  recomendo as duas experiências. São complementares, muito diferentes e indispensáveis. E tem yoga!! Se você se liga nisso como eu, tem que experimentar várias aulas por lá.

É preciso ter calma, pois nada é como estamos acostumados, por isso uma viagem dessas é tão enriquecedora, porque mantém nossa mente aberta ao diferente. Nos dá preparo para aceitar que podemos viver de outro modo, pensar de outras formas.

Vou deixar que as fotos falem o resto, pois minha intenção não é fazer um guia de viagem. :) Existem vários incríveis escritos por aí. Só queria falar que, mesmo não sendo budista, uma viagem dessas tem uma energia forte de fé e força histórica. Você simplesmente muda.

<3

Gostaria de agradecer aos vários amigos que nos deram dicas preciosas, como a Bit e Leo, Ana Henkes, Lud e Gui, Ana Flávia e Felipe, Marina, Amanda e Pedro e família, além da nossa incrível Roberta (Leroy Viagens) que fechou essa parte da viagem para nós, com roteiro e hotel maravilhosos. Várias pessoas nos incentivaram muito, não terei como citar todos, então sintam-se abraçados... Agradeço também ao Felipe e a Paula, que nos ajudaram com indicações do preparo de saúde, remédios e vacinas, além de precauções a serem tomadas para a longa viagem de ida e de volta. Mais importante: um obrigada gigante à nossa família, que nos incentivou a fazer essa aventura quando o medo apareceu, e aos meus pais que tomaram conta do nosso tesouro, Davi, enquanto estávamos longe.

<3

Beijos, Carol.

FOTOS | FERNANDO LUTTERBACH © 2016 | TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

Lugares das fotos em sequência:

Rio Chao Praya | Grand Palace | Wat Pho | Wat Arun | Wat Traimit | The Golden Mountain | Chinatown | Khao San Road | Damnoen Saduak Floating Market | Thai Benjarong Porcelain and ceramics | Jim Thompson House

The Artist Guild of the Wedding Photojournalist Association WPS International Society of Professional Wedding Photographers