Lutterbach - Fotografia Autoral

Um editorial cheio de alegria, charme, com aquele borogodó e um toque retrô. Foi assim que a Ana Paula descreveu esse projeto pra gente, numa deliciosa tarde regada à bolo e café quentinho no seu L'appartement.

Todo o processo do atnes, o durante e o depois foi leve porque as pessoas acreditaram na mesma ideia central: trazer um suspiro de frescor, algo chic e sem esforço. 

É raro fazermos editoriais, porque queremos estar com profissionais com ideias semelhantes às nossas, ter abertura para a criação em conjunto e precisamos acreditar que a modelo fotografada pudesse ser facilmente uma de nossas clientes atuais (ou futuras, quem sabe?)

A noiva do nosso editorial, feito nos jardins maravilhosos do Espaço Província é uma mistura poética livre dos anos 30 e 40. A cintura é levemente marcada e as mangas franzidas. Os cabelos podem ser mais elaborados num momento e no outro displicentes e a boca com mais cor. Os acessórios e sapatos tem detalhes elaborados pelo trabalho manual e artístico, como tudo o que ela tem, precisa de história. São vestidos feitos para uma mulher nostálgica, mas ao mesmo tempo moderna, que poderia estar facilmente se casando numa casa de campo, num ou na Toscana, em Paris...

Esperamos que as fotos inspirem vocês, mulheres lindas e cheias de atitude. Mas, com delicadeza, sempre!

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FOTOS | FERNANDO LUTTERBACH

ASSISTÊNCIA E PRODUÇÃO FOTOGRÁFICA | CAROL GODOI

VESTIDOS E CONCEPÇÃO | L'APPARTEMENT ATELIER

MAQUIAGEM | LUIZ BICALHO

CABELOS | THEODORO REMIGIA

MODELO | LU VIANA

SAPATOS | ANA MIRANDA E JU BICUDO

ACESSÓRIOS | ANDREZZA MEDINA TIARAS

BUQUÊ | MUSEU DE GRANDES NOVIDADES

LOCAÇÃO | ESPAÇO PROVÍNCIA

 

Quando a Maria Clara Daura nos convidou para fotografar o editorial da primeira coleção completa de sua autoria, não imaginávamos que o trabalho seria tão em sintonia como foi. Apostávamos nisso, mas ela foi além e nos deu total liberdade de criação. Fizemos juntos esse editorial desde a primeira ideia para as fotos, a equipe, local... ou seja, foi instigante, prazeroso e desafiador.

Nós sabíamos, mesmo sem ver os vestidos antes, que o trabalho teria tudo a ver conosco. Afinal, fotografamos o primeiro vestido que ela criou, para o casamento de uma amiga em comum. Maria também valoriza o trabalho feito à mão, a criação única e artística, além da individualidade de cada modelagem. E isso, é também característica da nossa fotografia.

Pensamos que nossas noivas seriam as noivas da MDaura, uma mulher contemporânea, que valoriza informação de moda, música, arte e tudo que é feito com amor e cuidado. E ela, como nós, é sempre fiel a sua essência e tem um quê de moderna.

A coleção foi inspirada no romantismo da alta-costura de Paris, e especialmente na cantora Edith Piaf, mais uma coincidência. Essa trilha já vem embalando nossa vida já tem alguns anos.

Queremos agradecer a cada um que dividiu a cena conosco nesse dia, todos foram excepcionais, guardem o nome desse pessoal talentoso:

Estilista: Maria Clara Daura | @mdauraatelier

Fotografia: Fernando Lutterbach com assistência de Carol Godoi

Stylist: Davi Leite com assitência de Brenda Soares

Modelo: Maidê Mahl

Beleza: Washington Rodrigues

Marketing: Natalia Barros

Making of: Ju Foini

Fotografia de Viagem | Uruguai

15 de Novembro de 2017

Logo que descemos em Montevidéu, o motorista do táxi nos diz: "aqui no Uruguai tem mais vaca do que gente". Nesse instante eu soube que ia amar esse país. Todos rimos da comparação, mas sou um ser humano que ama vacas e seus semelhantes (eu iria descobrir que também amo ovelhas, mas elas são ariscas e correm, portanto não criamos tanto vínculo). Mas, as pessoas sim, os uruguaios me encantaram muito e acho que os brasileiros ganhariam bastante se convivêssemos mais de perto.
Uma imensidão de céu, estradas vazias de cenários exuberantes e nenhum afobamento. Vinícolas incríveis nos fizeram ter mais amor pelos seus Tannats e tudo que é feito com as mãos, cuidado e com carinho. Na Ciudad Vieja me senti em casa e agradeci aos céus por ainda existirem pessoas que conservam o passado com orgulho. É tanta beleza que nem sei explicar, mas para entendê-la é preciso ter um apreço por tudo que contém história. Sabe quando  algo que foi da sua avó está tão gasto, que se torna belo por isso? No Uruguai é quase sempre assim. Mas explico logo que não fui passear na praia badalada, saímos de Montevidéu para dentro do país, passando por Carmelo e Colonia Del Sacramento. 
No momento de partir, dessa vez um motorista do Uber, pergunta do Brasil, interessado em política e economia. Enquanto respiro fundo e penso no que dizer a ele, ele completa: "nós acompanhamos tudo porque tudo que vocês fazem nos impacta, sentimos os efeitos de cada decisão." Engoli seco e fui embora um pouquinho mais consciente do nosso papel nessa nossa amada, e muy linda, América Latina.

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{Texto por Carol Godoi | Fotos por Fernando Lutterbach | todos os direitos reservados, não publique sem autorização do autor}

Mais importante do que qualquer lugar é o recorte que fazemos e o tempo que dedicamos para viver genuinamente. Durante essa viagem fez sol, fez calor, fez frio, passamos por vários lugares completamente comuns, pegamos taxi, tomamos chopp no bar e fizemos todos os passeios normais de turista, além de caminhar.

Petrópolis não é feita somente de névoa, frio e casas coloniais, mas foi assim que eu resolvi mostrá-la. A escolha do ângulo, da composição, da luz e do momento revela muito mais sobre nós mesmos do que sobre o próprio objeto fotografado. E é interessante como esse processo é tão diverso e rico... Acabei de editar essas imagens e descobri muitas coisas sobre meu próprio momento. 

Essa foi uma viagem rápida, mas tranquila, de descanso, passeio e devaneios. Tempo para olharmos para as pessoas que amamos, tempo para apreciar novas paisagens e para, simplesmente, não fazer nada. Tempo não é dinheiro, tempo é vida.

Um abraço,

Fernando Lutterbach

* OBS: Todas as fotos estão disponíveis para venda em papel Fine Art alemão 100% algodão. Faça sua encomenda pelo email carol@lutterbachfotografia.com.br

            Santiago foi nossa escolha para tirar alguns dias de descanso dessa vez. Fernando fotografou um pouco, claro, mas queríamos desacelerar. Adorei a tranquilidade da cidade, os parques enormes e praças bem cuidadas. E o melhor, as pessoas usufruem do espaço mesmo: durante vários dias reparei muitos casais de namorados deitados na grama - a qualquer hora - curtindo as árvores e um ao outro. E isso tudo bem pertinho do Brasil: apenas 3 horas e meia de avião de São Paulo. Ainda não entendo porque Belo Horizonte não tem voos diretos para grandes cidades da América do Sul; é um pouco revoltante isso e espero que mude em breve!

            Já na ida do aeroporto para o hotel, o motorista me diz que a polícia lá funciona mesmo. Apesar de não ter tido nenhum problema, essa informação não averiguei, mas fiquei impressionada com a quantidade de mulheres trabalhando na guarda e como são sérias, compenetradas, bem vestidas e arrumadas. Adorei os uniformes e os carros deles! Lá não é permitido beber na rua, mas nem por isso a alegria da noite é menor. No bairro em que fiquei (Lastarria) muitos artistas vendiam seus produtos nas calçadas, sem confusão nem sujeira. Alguns cantavam, tocavam, apresentavam cenas teatrais. Tudo isso sem tirar a paz do lugar.

            Lá não tem fuso-horário, mas as pessoas acordam tarde para meus parâmetros. Tudo abre a partir das 11 da manhã e o sol custa a se pôr: perto das 9 da noite. Gostamos da comida (principalmente o Congrio), experimentei finalmente o Pisco Sour (adorei) e pude fazer alguns passeios em vinícolas lindas com degustações incríveis.

            Fui reparando nos muitos cachorros na rua, todos grandes, mas super dóceis. Os vizinhos os alimentam, mas a grande maioria foi abandonada pelos donos de apartamentos pequenos. Isso me cortou o coração. Depois fiquei sabendo que grande parte deles têm donos, que os deixam andar pela cidade sozinhos durante o dia. Que perigo! Santiago, como a nossa cidade natal, também tem muitos mendigos, sempre observo muito essas pessoas, não consigo me acostumar com essa realidade tão triste.

            De toda forma, adorei a sensação de andar na rua sem medo e poder admirar espaços verdes enormes e edifícios lindos! Adorei o Cerro Santa Lucía, vale subir as escadarias!! Gostei do chileno, que em sua maioria ama o brasileiro e faz questão de dizer. Na volta para o aerporto, nosso motorista ficou estressado, pois tinha de buscar um casal que não aparecia nunca, e começamos a ficar aflitos. Fernando avisou que não podíamos esperar mais e ele chegou no carro dizendo: “eram Argentinos... talvez descobriram que a van estava cheia de brasileiros e não quiseram ir”. Depois do riso geral eu perguntei se ele prefere o argentino ou o brasileiro. Ele respondeu na lata que nenhum dos dois. Me assustei com a resposta, e ele completou rápido: eu prefiro a brasileira e a argentina”. Bem humorados, cheios de diplomacia e galanteadores... esses chilenos...

 

Dicas úteis CHILE:

Leve seu passaporte, mesmo não sendo obrigatório;

Dá pra levar Reais e trocar lá, mas as casas de câmbio abrem tarde;

Use o seu aplicativo UBER para andar na cidade;

Hospede-se em Lastarria e faça quase tudo à pé;

Tire um dia para conhecer Valparaíso;

Não se esqueça de conhecer as casas de Neruda e aprender mais sobre a história dele e do Chile nas visitas;

O serviço nos restaurantes é lento, acostume-se e vá com tempo.

Achei o Mercado Central meio fraco, nem perca seu tempo em almoçar lá pois é caro demais;

Os restaurantes que mais gostei: Bocanáriz (maior carta de vinho por taça do Chile); Casa Lastarria; Metizo (por do sol lindo lá); Como Água para Chocolate (aproveite para passear no Patio Bella Vista depois);

Eu adorei o Museu de la Moneda porque tinha uma exposição completa do Picasso, que sorte a minha!

Pode trazer vinho na mala: só saber embalar bem! Indico comprar no supermercado comum da cidade que é mais barato.

Vinícolas: o tour degustação que mais gostei foi na Indómita, amei o espumante de lá, o passeio e tudo que foi ensinado sobre o universo dos vinhos. O restaurante de lá é caro mas vale a pena. O Casas Del Bosque vale pelo cenário deslumbrante e pelo restaurante, que é ótimo, mas não aconselho o tour degustação, a não ser que você nunca tenha vivenciado um passeio assim. Como curiosidade vale passar pelas Bodegas RE para conhecer a história da família do mais importante enólogo chileno (Morandé) e comprar na loja linda de lá. O tour foi meio longo e os vinhos são muito diferentes: Meus preferidos foram os brancos. Ah, foi lá que comprei um azeite incrível e tempero típico chileno chamado MERKEN. Simplesmente viciante: agora até o ovo eu tempero com isso. 

Chile, com certeza voltarei!

Obs: todos os direitos reservados | não use as imagens nem o texto sem autorização

 

The Artist Guild of the Wedding Photojournalist Association WPS International Society of Professional Wedding Photographers