Lutterbach - Fotografia Autoral

Nanda grávida!

27 de Outubro de 2013

Minha prima-irmã está esperando o Eric. Está em estado de graça.
Fernanda leva a gestação com tanta leveza que nem parece que está passando por tantas mudanças... Encanta só de olhar. Parece que vive apoiada por uma nuvem o tempo todo.
Me emociono com a Nanda porque ela é meu passado vivendo logo ali ao lado, ao meu alcance. Olho para suas mãos, seus cabelos, pernas - agora sua barriga - e me vejo. Me confundo com ela o tempo todo. Me desligo de mim e posso só olhar, admirar como eu poderia ter sido diferente, ainda sendo eu.
E fico aqui desejando para ela, que a nuvem nunca a abandone. Que possa estar em seus pés, sempre, tornando tudo muito fofo, fofo, branco, branco e da imensidão do céu.

Enquanto Murilo não vem

27 de Outubro de 2013

Ao conhecer Marjorie só tive pensamentos bons. A mulher fica mesmo mais bela quando está fabricando outro ser. A vida é mais bela nesse tempo.
Ontem foi lindo, pois a energia que a cerca é de extrema beleza e sei (mesmo a conhecendo há pouco tempo) que ela valoriza o que é belo, e colabora, cheia de amor e confiança, para alcançá-lo.
Fotografar uma mulher que espera é entrar no âmago de uma família que se inicia. Está quase, vai acontecer: um furacão vai tirá-la do chão. E fazê-la acontecer.
Vejo isso claramente ao avistar a cômoda do pequeno Murilo, que ainda não chegou. O móvel está lá, parado, de um branco puro, estátil. Móvel ainda imóvel.
Me recordo do abre-fecha-fecha-abre da cômoda (também de um branco puro) que foi do meu filho. Tivemos uma dança longa, noites adentro. Ah, que saudade que me deu daquelas gavetas brancas... e de tudo que fui tirando e ganhando dela.

De dobra em dobra

24 de Outubro de 2013

Por Carol Godoi

O que mais podemos querer para um filho do que ver um sorriso aberto, incessante em seu rosto? Que magia é essa que vai ser eternamente a busca dos pais? É "estar querendo" um sem fim de alegria num ser tão pequeno, sem mesmo saber como chegar lá. Não há medida, não há hora, não há limite. É tudo o que importa, porque o que não é, já não faz parte da vida. O que fazer para construir este sorriso largo de quem é amado? Tenha muitos livros em casa, diferentes, densos ou não, mas muito coloridos. Não os coloque numa estante alta, deixe-os displicentemente ao alcance da mão. Ele vai amá-los e viver dentro deles antes de saber quais são seus novos e misteriosos universos transformadores. E para que o choro não dure mais do que o tempo de um suspiro? Como fazer? Espalhe quadros pela casa, pincéis, tubos de tinta, talvez alguns cavaletes de madeira para que ele saiba desde cedo que a arte pode ser mais do que grandes obras inatingíveis de museus. Quem sabe ele até pense e se convença que pode ser, ele mesmo, o artista. E finalmente, para alcançar a felicidade de um filho trate de dobrar mil origamis coloridos por dia, um por um, com a paciência de um Buda. E a cada conquista de um mês inteiro de dúvidas e erros, pendure o mais bonito aonde ele possa ver. Ele pode até não alcançá-los por enquanto, mas o vento há de levar – o mundo que você colocou em cada dobradura - para cada pequenino poro seu.

Para os olhos sorridentes de Caetano, filho de Valéria & Fabrício fotografados por Fernando Lutterbach neste final de semana.

The Artist Guild of the Wedding Photojournalist Association WPS International Society of Professional Wedding Photographers