Lutterbach - Fotografia Autoral

"A gente se conheceu em 2006. Estávamos na faculdade ainda. Em estados diferentes: Minas e Rio Grande do Sul. Não conseguimos ficar juntos. As circunstâncias da vida de cada um fizeram com que a gente tivesse que seguir caminhos separados, em cantos diferentes. Com o tempo, a gente se distanciou e deixou de se falar. Porque supostamente faria bem pro coração de um de nós dois. Porque o outro, sem saber, se sentiu de lado. Foram quase quatro anos.

A gente se reencontrou em 2011. E decidiu embarcar no que parecia a maior aventura das nossas vidas. Ela envolvia uma vida de ponte aérea. Longa, contínua e prolongada. Entre MG e RS. Entre Brasil e Estados Unidos. Até o fim de 2014, nossos humores oscilavam entre a palpitação pelo próximo encontro e a tristeza pela despedida certeira (quase sempre escondida a sete chaves no fundo do olhar de cada um), logo ali. Nem sempre essas coisas andaram separadas: a notícia do embarque de um acolá, desencadeava quase que automaticamente o amargo na boca característico do futuro abraço de despedida por aqui. "Ela quer acelerar as coisas nesse contexto de total incerteza do amanhã que a gente vive". "Ele só me enrola".

E, com esse pano de fundo, a gente passou pela maior despedida. Por meses de saudade. Por dois reencontros. Pela despedida mais dolorida de todas. E pelo reencontro definitivo. Pendular: RS-MG-RS-MG-...

Depois de um ano nessa saga, mesmo à distância, em janeiro de 2013, a gente oficializou o namoro. E, em 2014, a gente mexeu alguns pauzinhos, fez alguns sacrifícios, deixou algumas coisas (valiosas) pra trás e conseguiu ficar juntos... definitivamente. "You and me... we're in a club now." "A gente é um time." É o que a gente, volta e meia, repete um pro outro. Ficar junto. Viver junto. Construir algo em conjunto. Daqui até nosso último suspiro. A verdadeira maior aventura, o maior desafio das nossas vidas. Indo entre acertos e erros. Em exultações e chateações. Em vitórias e derrotas. Individuais e compartilhadas. Em alentos, afagos, carinhos e empurrões! Em recálculo de rota e redefinição de estratégias. Como diz o Guimarães Rosa, "Todos os sucedidos acontecendo, o sentir forte da gente - o que produz os ventos", o "conversar, do igual o igual, desarmado". O mero prazer de estar próximo. A saúde, o descanso na loucura.

O colorido no dia cinza. As dancinhas e os arremedos. E todas as outras fofuras, rabugices, gargalhadas, apertos, mordidas e sacrifícios. De um amor que, nas palavras do Carlos Drummond, venceu a dor. Que não fenece. Que negou a sentença do destino. E tem surgido, a cada dia, mais amante. Nosso amor antigo."

De Diego para Lídia

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